Observatório Político Brasileiro

Artigos assinados; clipping e crítica de notícias políticas de interesse público

Gostaria que se discutisse nesse tópico quais devem ser as bases de um partido político perfeito.

Observação: as idéias de Marx e todas suas derivações filosóficas são previamente e sumáriamente rejeitadas por diversos motivos, alguns dos quais expus em meus blogues diversas vezes.

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As bases de um novo partido político  deve ser a etica e eficácia administrativa.

Para que isto ocorra é fundamental que um novo partido trabalhe para o fortalecimento do Governo sem que haja populismo e personalismo do governante. Neste novo partido a grandeza do Parlamento deve ser a meta e não as ambições particulares do parlamentar. Enfim deve-se com a máxima urgência restaurar os nobres e sublimes ideais democráticos e republicanos para que o Estado promova efetivamente o desenvolvimento social, cultural e econômico que todos os brasileiros merecem.  

 

 

Acredito que ao invés de pensarmos em criar novos partidos, deveríamos pensar em uma forma de reduzir o número de representações políticas. Os conchavos entre partidos em nome da governabilidade,falseando o dito CARÁTER DEMOCRÁTICO de conversas antirepublicanas acabam por deteriorar todo o sistema brasileiro. O termo MAQUIAVÉLICO tornou-se pejorativo, mas muitos esquecem do que um dia ele conceituou: " as formas de governo são subdivididas em 2 grupos, o de "formas puras" e o de "formas impuras": como Forma IMPURA de Governo (governo para o bem individual ou de um grupo) temos a Demagogia ou Politéia que representa a corrupção da democracia. Desta forma, e diante dos últimos fatos ocorridos no seio político,chegamos a conclusão que vivemos em um País onde predomina a DEMAGOGIA, governado por uma porção de DEMAGOGOS.

Tenho estudado duas formas de se enxergar o governo vigentes. Concordo em parte com o Rodrigo e creio que o sistema esteja saturado e, pior, saturado de incompetentes e demagogos (uma das causas que torna ilegítimas suas representatividades e o exercício do poder por estes). Deixando de lado o preconceito de uma vida inteira contra a monarquia brasileira, e toda a doutrinação ideológica que há 100 anos o republicanismo vem fazendo no Brasil, tenho estudado nas horas livres o que significa o movimento monarquista que se tem no Brasil e em Portugal. Espantaram-me diversas estatísticas que comprovam que a Monarquia foi boa para a nação, coisa que os 100 anos de República não tem sido (o que não descarta a possibilidade de a república vir a ser boa um dia para nós; prova apenas que estamos no caminho errado). Outra estatística espantosa é o fato de cerca de 30% da população apoiar o retorno da Monarquia ao se mostrar alguns dos princípios monárquicos. Sendo o único questionamento frequentemente feito a questão do "quem seria o rei?" ou o "porquê Dom Bragança?". A questão é que a Monarquia com Dom Bragança seria um poder legítimo dados os fatores que legitimam o poder. Base disso é que o poder NÃO emana do povo, mas de Deus, conforme vemos na Filosofia Clássica. De forma simplista, um poder é legítimo quando serve ao bem comum (necessário para tanto diversos fatores como índole de quem pode exercê-lo, garantia dos direitos fundamentais do ser humano [vida, propriedade, alimentação, etc.]). Isso era deveras muito claro antes do Iluminismo e não só diante do ocidente. É, pois, uma noção comum ao ser humano tais quais os direitos fundamentais. Acontece, porém, que a República não é em si ilegítima. Pode tornar-se legítima bastando para isso servir ao bem comum. Diante, pois, do rumo ditatorial que nosso país vem tomando numa sucessão de exercícios ilegítimos de poder, cuja única base é o voto da maioria (nem sequer seu apoio), da falsa noção de democracia e da proposta de um novo plebiscito pró monarquia que tramita no Congresso, trago, pois, uma notícia do "O Estado de São Paulo", órgão tradicionalmente republicano, num editorial publicado em 4-1-1989 e intitulado "O ano do centenário da República": 

"Se a República foi proclamada para pôr fim a uma suposta corrupção que lavrava no final do Império e pala qual eram responsabilizados os últimos gabinetes, o efeito que provocou foi oposto. É lamentável que, no ano que começa, aquele em que o regime implantado em 15 de novembro alcançará cem anos, o País haja descido aos níveis de rebaixamento moral em que se encontra. (...)

"Justiça seja feita, a República deu margem a que se alimentassem esperanças em que realizaria o dístico 'Ordem e Progresso'... enquanto contou com os homens públicos que procediam do Império, sobretudo os paulistas Prudente de Moraes, Campos Salles, Rodrigues Alves. (...)

"Gestos como o de Zacarias de Góes e Vasconcellos, liberal, que fez Caxias, conservador, comandante-em-chefe das Forças brasileiras em operação no Paraguai (e se dispôs a dispensar seu ministro da Guerra, se não concordasse com a designação) só se explicariam, hoje, como manobra de bastidores para, por debaixo do pano, ensejar uma espécie de ação entre amigos, a beneficiar adversários que se compõem para desfrutar vantagens. É esta a hora e a vez da mediocridade; da filosofia do êxito, em que se festeja a posse de bens materiais, que mais do que nunca conferem status, não importando saber-se de onde procedem e como foram adjudicados. Estadistas e homens públicos foram substituídos por politiqueiros e a política cedeu lugar à politicagem.

"O ambiente em que se implantou a República fazia prever o que sucederia. Rocha Pombo, em sua 'História do Brasil', relata que o tenente-coronel Mallet foi instruído pelos ministros do novo regime a convencer D. Pedro II a retirar-se do País, o mais depressa possível. O argumento que se lhe recomendou utilizar foi um só: 'Quando sua majestade o os seus chegarem à Europa encontrarão os fundos que o governo vai mandar pôr à disposição de sua majestade (...). Ofereça um, dois, três mil contos, enfim o que for preciso'. O chefe de Estado [sem tocar em um só tostão] Morreu dois anos mais tarde, como assinala Jonathas Serrano, pobremente, em modesto hotel em Paris. (...)

"É forçoso concluir que essa cópia do regime que, por outras causas, vingou nos Estados Unidos, nada trouxe de melhor para o Brasil. O presidencialismo caboclo resultou no que aí está, à vista de todos. É lícito indagar quais os valores a cultuar, nas comemorações do centenário da República. Trata-se de pergunta de resposta difícil".

 



Ressalto, agora, uma pergunta pertinente: Um rei teria realmente condições para resolver os problemas do Brasil?

Já vimos que a experiência acumulada em séculos de história demonstra que o regime monárquico se adapta bem à índole de nosso povo. E vimos que inegavelmente a república, ao menos até hoje, não conseguiu estabilidade e sucesso. A História, dizia Cícero, é a mestra da vida.

Certa vez, um repórter perguntou ao Príncipe D. Pedro Henrique, pai do atual Chefe da Casa Imperial, se diante das sucessivas crises políticas que o país atravessava, a volta à monarquia seria a solução. A resposta do Príncipe conserva plena atualidade: "A monarquia é, a meu ver, a solução normal para os problemas brasileiros. A imensidade do território nacional e as legítimas diversidades que nele devem florescer, pedem que se mantenha a unidade, um poder central contínuo através das gerações e posto pela própria natureza das coisas num plano transcendente às rivalidades regionais e às paixões políticas. As presentes crises políticas estão pondo em especial realce esta verdade. Parece-me também que algumas características de nossa tradição luso-cristã concorrem para que, no plano cultural ideológico, seja a monarquia a forma de governo adequada para nosso país".

Fontes: " Parlamentarismo, sim! Mas à brasileira", Armando Alexandre dos Santos – Jornalista. Graduado em Genealogia, Heráldica e Nobiliário, pelo Consejo Superior de Investigaciones de Espanha. Membro dos IHGSP, IGHB, IHGSC. Autor, dentre outros, de A legitimidade monárquica no Brasil, Parlamentarismo, sim! Mas à brasileiraFrei Galvão: o primeiro santo brasileiro.

 

"Utopia" - São Thomas More

Concordo com o Douglas, também acredito que o Brasil devesse ter permancido com a monarquia por mais tempo, embora pense que os Bragança não representem o Brasil, de fato. Como diria o grande Darcy Ribeiro, o Brasil é terra de mameluco. Um monarca de raiz portuguesa pura não representa a população do país, logo não representará a unidade nacional. Temos que ser francos e admitir que a monarquia no Brasil está muito distante para não dizer inalcançável. Temos muitos partidos, mas a redução deles não será por meios fáceis, então proponho a criação de um novo partido. Este deverá ser moldado visando o bem do país, mesmo que isso implique a extinção do próprio partido. Precisamos de um partido intelectualizado, unido com as universidade e setores produtivos.

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