Observatório Político Brasileiro

Artigos assinados; clipping e crítica de notícias políticas de interesse público

Campos de Concentração no Nordeste Pernambucano aos Excluídos Flagelados do Ceará

Todo mundo sabe que na história do Brasil, muitos fatos são omitidos porquê os livros são redigidos
seguindo ordens de pessoas que não querem que a verdadeira história apareça.
Infelizmente nós brasileiros somos obrigados a aprender uma história totalmente mentirosa, na realidade os alunos passam boa parte do tempo, aprendendo conversinhas para boi dormir nas salas de aula.

Ceará a partir do mapa de 1629 por Albernaz I.

Lembro o que lí sobre a família Albernaz que se dizem donos de tudo e da situação; pelo que lí um de seus descendentes é o ilústre ex-ministro Mangabeira Unger aquele que redigiu a polêmica MP 458 demarcando as terras da Amazônia. Convém lembrar recapitulando a História do Brasil, que foram os Bandeirantes portugueses verdadeiros, quem desbravaram as terras brasileiras além do Tratado de Tordesilhas, demarcado o teritório como brasileiro, pela posse legítima e verdadeira; - isto aconteceu em 1496 com ajuda dos índios paulistas Tupy Guaranis. Esta conquista foi para elevar a Soberania e o Patrimônio da Nação Brasileira

  • A tomada do Nordeste Brasileiro pela WIC (Companhia Holandesa das Índias Ocidentais) se deu após diversos anos de estudos, onde grande parte da comunidade judaica local colaborou com os invasores, devido às perseguições sofridas junto aos católicos. Também foram utilizados alguns espiões nos barcos que para cá vieram, que registraram a geografia do local e levaram índios à Europa. Havia dois interesses fortemente ligados na decisão holandesa de dominar as colônias sul-americanas dos portugeses. Os judeus, que tanto ajudaram aos holandeses, abandonaram Recife e se dirigiram a outras colônias holandesas, como o Suriname, a Jamaica, Nova Amesterdã (atual Nova York), além da própria Holanda,- - os judeus tinham aqui mais liberdade religiosa do que na desfrutada na Europa, e até chegaram a abrir uma sinagoga - a primeira de toda a América. É interessante observar a rivalidade que foi criada entre judeus holandeses,askhenazim e os judeus ibéricos, sefardins.

Relato à seguir uma dessas história horrorosas que nunca foi incluída nos livros das escolas do Brasil, é a história dos campos de concentração que existiram no Ceará – Brasil, que foram criados para impedir que os nordestinos que fugiam do interior do nordeste por causa da falta de água, chegassem nas cidades onde poderiam encontrar água e melhores condições de vida.

Na minha opinião, os livros didáticos de história do Brasil, precisam serem urgentemente reformulados para incluir a verdadeira história do Brasil,não faz mais sentido continuar aprendendo as mentiras dos antepassados porquê o Brasil já deixou de ser colônia a muito tempo

"A elite brasileira é sórdida, vive de costas para o País e nunca teve um projeto pra ele ! O povo é belo e muito bom!

http://www.territorioscuola.com/wikipedia/pt.wikipedia.php?title=Ce...
faltou neste site mencionarem a história dos campos de concentração e das matanças aos nordestinos praticados a mando da elite dominante não como mencionam só 400 mortes, mas do genocídio praticado aos milhares de patriotas sacrificados, conforme historio relato à seguir:

—O cientista social e escritor Rodolfo Teófilo assim descreveu o que viu: "A peste e a fome matam mais de 400 por dia! O que te afirmo é que, durante o tempo em que estive parado em uma esquina, vi passar 20 cadáveres: e como seguem para a vala! Faz horror! Os que têm rede, vão nela, suja, rota, como se acha; os que não a têm, são amarrados de pés e mãos em um comprido pau e assim são levados para a sepultura.
— E as crianças que morrem nos abarracamentos, como são conduzidas! Pela manhã os encarregados de supultá-las vão recolhendo-as em um grande saco; e, ensacados os cadáveres, é atado aquele sudário de grossa estopa a um pau e conduzido para a sepultura". nascido na Paraíba, Rodolfo Teófilo chegou a abrigar cerca de mil pessoas no começo dos anos 1930.
—Pobre e órfão, foi educado pelo Barão de Aratanha que o matriculou no Ateneu Cearense, contudo, deixou os estudos para ser caixeiro-viajante. Formado farmacêutico, em 1875, pelaFaculdade de Medicina da Bahia, estabeleceu-se no Ceará[3], desenvolvendo logo o pendor para o cientificismo característico na sua obra.
—Diplomado, dirigiu uma farmácia em Pacatuba, depois na capital. Foi mais tarde professor de ciências naturais na Escola Normal e membro de diversas sociedades culturais. Sua obra ficou marcada pelo exagero em que é mostrada a seca no nordeste e os tipos flagelados caracterizados com excesso. empreendeu, sem apoio governamental, uma campanha de vacinação contra a epidemia de varíola que se alastrava na cidade. Por causa disso, foi perseguido durante o governo de Antônio Pinto Nogueira Acioli, este que tinha o total apoio do PADIN CIÇO do qual e opositor, acusado de desmoralizar a autoridade que estava totalmente alheia ao sofrimento do povo cearense.
—Como relatei no genocídio do Caldeirão em Cariri Padim Ciço era conivênte com os coronéis e obediente ao Oligarca Acioli.
O QUE É OLIGARQUIA?


A oligarquia Acioli! Era ele quem comandava a oligarquia Acciolina, que tinha características de nepotispo, despotismo e mandonismo. O comendador Antônio Pinto Nogueira Acioli, O Babaquara

Para entendermos o que significou a dominação oligárquica na Primeira República vejamos esse caso exemplar:
—Presidente do Estado: Antônio Pinto Nogueira Acioli

—Secretário do Interior: José Acioli

—Diretor de Seção: Lindolfo Pinto (sobrinho do presidente)
—Deputados Estaduais: Benjamin Acioli, Raimundo Borges e Jorge de Souza (genros do presidente), Jovino Pinto, José Pinto, Pinto Brandão, Padre Vicente Pinto (primos do presidente), Antônio Gadelha (cunhado de um filho de Acioli)
—Academia de Direito: Nogueira Acioli( Diretor), Tomaz Pompeu(cunhado de Acioli / Vice-Diretor), Tomaz Acioli (Lente de Direito Internacional), Antônio Acioli (Lente de Direito Civil), Tomaz Pompeu (cunhado de Acioli / Lente de Economia Política), Jorge de Souza (genro de Acioli / Lente de Medicina Legal)
—Liceu:Professores» Tomaz Acioli, Benjamin Acioli, Jorge de Souza
—Escola Normal:Tomaz Acioli, José acioli e + Sobrinho, sobrinha e irmão do presidente
—Intendência Municipal: Antônio Gadelha
—Câmara Municipal: Jovino Pinto (Secretário) Antônio Acioli (Procurador Fiscal)
—Batalhão do Exército: Cap Raimundo Borges (genro de Acioli / Comandante)
Senadores Federais: Tomaz Acioli, Padre Cícero Fancisco Sá (genro de Acioli)
Deputados Federais:Lopes (primo de Acioli) Gonçalo Souto (tio de uma nora de Acioli)
Clero-Igreja: Padre Cícero intimava os sertanistas a trabalhos com mão-de-obra-barata e total defensor de Acioli.
—E mais Aciolis em cargos das seguintes repartições: Higiene Pública, Correios, Inspeção Veterinária, Escola de Aprendizes de Artífices, etc; etc;...
—Primeiro governo Acioli: Frustrando todas as expectativas do povo cearense, Acioli utiliza-se do poder para desenvolver a sua oligarquia. Tinha todo o apoio do governo federal e estadual, para os quais era considerado um homem honrado e íntegro. Assim manipulou a política de forma que favorecesse familiares e correligionários. Acioli não deu prioridade a setores responsáveis pelo desenvolvimento do estado. Preferiu voltar-se para a construção de obras onde pudesse tirar vantagem pessoal. Como exemplo podemos citar a construção de cinco pontes sobre o rio Pacotí, encomendadas à França através da Casa Boris Fréres. O dinheiro das pontes apareceu nas contas do Estado, mas as pontes nunca foram construídas. Não podemos esquecer de dizer que Boris era correligionário de Acioli.
• “E quem afirmar que no Ceará há uma oligarquia, é porque é muito maledicente”
In “O Coronelismo: uma política de compromisso” Janotti, M. de L.M., p. 65/66
• Pelo que tudo indica, e vemos, esta maldita e destruidora oligarquia ainda prevalece.


Tasso Jereissati: ― foi governador por três vezes e liderou o chamado "Governo das Mudanças" no Ceará.

—Não se sabe ao certo o número exato de flagelados assistidos nos Campos de Concentração da Terra de Iracema, uma vez que houve indícios de fraude na sua administração,
a cargo de Joaquim Lima, interventor municipal (1930-1935).

—Embora os números do governo apontem para uma população de 9.000 assistidos, para o médico que trabalhou no Campo, Francisco Araújo, o “curral” chegou a confinar 20.000 flagelados.

—A maioria dos retirantes vinha das regiões adjacentes ao município, mas também chegavam retirantes das regiões mais distantes. Francisco Magalhães Martins, que vivenciou aquele momento, escreveu em seu livro de contos, Mundo Agreste, sobre aquele episódio: “O comboio apanhava mais flagelados em cada estação – Pinheiro, Novas russas, Ipueiras. Nos vagões se confundiam homens, mulheres, meninos e velhos, com os bichos brutos (...) Também, em promiscuidade, os sadios e os doentes – tuberculosos, epiléticos, assezoados, até loucos (...). Vinha gente de diferentes regiões – do centro e dos confins do

—Estado, do Alto Jaguaribe. Todos demandavam Ipu como a Terra da Promissão. Correra a notícia exagerada de que não faltava inverno na Serra Grande, feito um celeiro, sendo o Ipu, ao sopé da cordilheira, o escoadoura dos produtos.
—Os que conheciam a cidade falavam da bica do Ipuçaba, caindo da serra, perenemente, sem nunca ter secado.
—Ah! Haveria fartura em Ipu – a Canaã tão desejada!...”
—Não faltava água. a Bica, jorro d'água que se precipita de uma altura de 120 metros, em um sítio magnífico.
—A demais o Campo-de-Concentração era a garantia de que ninguém morreria de fome. Falavam em legumes, em frutas, em farinha e rapadura.

"Os flagelados não tinham condições de pensar e entender que este sonho a “elite” de Fortaleza/Ceará jamais deixaria ser realizado".

—Essa grande leva de retirantes que acorreu para o município de Ipu em busca do campo deixou aflita e apreensiva a população local, em especial as classes mais abastadas, afinal essa invasão gerou expectativas e aterrorizou os habitantes da cidade.
—Diante disso, desde o início a preocupação maior das autoridades foi com o controle e disciplinamento dos retirantes. A assistência só era feita no interior do Campo. Havia polícia vigilância, permanente. Uma vez assistidos havia uma preocupação em manter os flagelados no Campo, para que estes não atingissem a área urbana da cidade no meio da elite.
—IPU está localizada em partes de 20 léguas de terra doadas à D. Joana de Paula Vieira Mimosa pelas Cortes Portuguesas de Lisboa em 1694.
Dona Joana era missionária, esposa de João Alves Fontes muito enérgica e habilidosa colonizou suas propriedades contribuindo para a catequese dos Índios. — Os Índios eram os Tabajaras, o nosso povo primitivo que alí viveu dando origem a lenda de.. IRACEMA

IRACEMA de José de Alencar.. (o lindo romance envolvendo a bela índia e o aristocrata português)

—A própria localização do campo, distante do centro, facilitava a vigilância e o controle dos flagelados. Mesmo assim, não raras vezes, muitos famintos atingiam o centro da cidade.
—O medo das revoltas e dos saques, das “doenças” e da “criminalidade”, da “mendicância”, dos “desvios morais”, da “prostituição” que agride o “pudor das senhoras” e “senhoritas distintas”, levou o poder público, pressionado por grupos de pessoas abastadas, a adotar estratégias de confinamento e controle dos “indesejados”.

—Todo um aparato político-administrativo, religioso, policial e médico concorreram para a execução desse receituário, visto serem eles mesmos os representantes das “elites”.
—O policiamento e a vigilância nos campos de concentração eram ostensivos. O movimento dos flagelados era vigiado constantemente. Dos campos só poderiam sair, teoricamente, com a autorização dos policiais inspetores.

A Igreja católica, também se fazia presente De forma enganosa, contrária aos ensinamentos do Senhor, levavam aos miseráveis o que diziam ser a palavra de Deus, reforçando a vigilância e o controle dos famintos.
• Esta não é a igreja que o Senhor pregou e ensinou a dividir! O que é isto então? NADA! ...
Deveria torná-los mais obedientes e dóceis. “Os pobres não se maldiziam, não se revoltavam, mesmo porque o padre dissera no sermão que ali proferira, à hora da missa campal: - ‘Todos se confortassem com a vontade de Deus. São Sebastião livraria da peste. Aquela seca era para purgar os pecados. Mais difícil era um rico entrar no céu que um camelo passar no fundo de uma agulha’. E eles chegavam a acreditar, achando que havia compensação na sua pobreza – e nunca se revoltaram”, anotou Magalhães Martins.
• Usurpar, praticando maldades, traz resultados lazarentos.

No campo do Ipu o vigário, Monsenhor Gonçalo Lima, semanalmente celebrava missas, casamentos, batizados. Ali foi erguida uma capela, onde o padre celebrava os cultos religiosos para a “cidade dos pobres”.
• Por estes e outros motivos o clero, comandado pelo vaticano está sendo punido pela desonra difamação, descrença, pelos enganosos e corruptos pregadores da palavra do Senhor.
O saber médico também estava presente no Campo de Concentração. Todos que chegavam deveriam ser vacinados. Havia uma preocupação com a vacinação constante dos flagelados. Embora a vacinação fosse obrigatória, muitos, não acostumados, resistiam.
• Esta informação não procede pela luta narrada acima do bacterologista Rodolfo Teófilo que tinha a intenção de vacinar a todos os flagelados e foi perseguido pela Clã do Oligarca Acioli.

Também havia uma preocupação muito grande com as condições de higiene no campo, como vimos. Não obstante, as epidemias não foram evitadas. O tifo, a “desenteria”, o sarampo e outras doenças ceifaram muitas vítimas.
—Os campos de concentração era chamado pelos flagelados de curral tamanha a sujeira e mistura de doentes tuberculosos no meio de crianças, e mulheres famintas.
—Todo um aparato coercitivo era justificado pelo medo que as aglomerações de retirantes gerava na população. As doenças contagiosas era um dos espectros que rondavam os Campos de Concentração e aterrorizava as classes dominantes. Seu combate tinha que ser incessante sob pena de extrapolar os “muros” do campo e atingir as famílias “distintas”. Havia no Campo do Ipu uma média diária de seis a sete mortos. Só entre abril de 1932 e março de 1933 registraram-se, de acordo dados de Kênia Rios, milhares de mortos.

—Os campos de concentração no Ceará ou os "currais do governo", foram reações governamentais executadas nas secas de 1915 e 1932 no estado do Ceará. “horror no campo de concentração?”, não sobre as prisões nazistas construídas durante a Segunda Guerra Mundial, ou seja, quase três décadas depois, aos

currais erguidos no Ceará pelos governos estadual e federal para isolar os famintos da seca de 1915, considerada uma das mais trágicas de todos os tempos no Nordeste.

—O objetivo dos campos era evitar que os retirantes alcançassem Fortaleza, trazendo “o caos, a miséria, a moléstia e a sujeira”, como informavam os boletins do poder público à época.

—Naquele ano, criou-se o campo de concentração (era assim mesmo que se chamava) Alagadiço, nos arredores da capital cearense, que chegou a juntar 8 mil esfarrapados, que recebiam alguma comida e permaneciam vigiados por soldados.

—A segregação dos miseráveis era lei, mas chegou um momento em que o flagelo em massa era tão chocante, com uma média de 150 mortes diárias, que o governo do Estado ordenou, em 18 de dezembro 1915, como contam os arquivos dos jornais da época, a dispersão dos flagelados, ou “molambudos” como eram também conhecidos.

—Segundo o historiador Marco Antonio Villa, autor de Vida e Morte no Sertão, durante a seca de 1915 teriam morrido pelo menos 100 mil nordestinos.
—Outros 250 mil migraram para escapar da “velha do chapelão” – como a fome era conhecida no imaginário do semi-árido.
Trilhos do campo de concentração no Nordeste brasileiro
Trilhos campo de concentração em auschwitz
—Comparando os campos de concentração pergunto? Qual o pior? E porque o nosso brasileiro
continuou discriminado e,
até hoje vivem entre o esgoto ao céu aberto?

—O medo das autoridades diante dos flagelados da seca tinha um antecedente.[.?]

—Em 1877, uma leva de cerca de 110 mil famintos saiu dos sertões e tomou as ruas de Fortaleza, assombrando os moradores que viviam a ilusão, importada de Paris, de urbanismo e civilidade. No livro AFome, o mais consistente relato sobre o cenário de 1877 nas ruas da capital, o cientista social e escritor Rodolfo Teófilo assim descreve o que viu, conforme relatei acima:
—Em 1932 é que o modelo de isolamento iria vingar para valer.

Antigos galpões que, foi usado para acomodar os retirantes miseráveis das secas que assolaram a região, segundo contaram a falta de higiene e a colera, aliada a fome extrema, matou centenas de pessoas esquecidas naqueles currais pelas autoridades de Fortaleza.

—“De longe eu sentia o cheiro de podridão, chegava a tapar as ventas. Era tão forte o fedor que é como se eu o sentisse hoje, mesmo eu estando com a memória fraquinha, fraquinha”, diz Manuel Conceição Rodrigues de Sá, 87 anos, um rapaz de 15 anos durante a seca braba de 1932. Hoje, ele mora no subúrbio de Juazeiro do Norte, no Ceará, terra do Padre Cícero, personagem que já era celebrado como santo naquele tempo, pelas levas de famintos que buscavam por sua bênção.
—Manuel morava, então, no município de Serra Talhada, em Pernambuco. Trabalhava como tropeiro – tocava burros com carregamentos de cachaça dos engenhos da região do Cariri, no sul do Ceará, para municípios de Pernambuco e da Paraíba. “Era num sítio ali perto do Crato, só vi uma vez de perto o campo de concentração, nunca mais tive coragem de passar junto.

—Pense num desmantelo! Gente apodrecendo de verdade, pareciam uns urubus quando o governo mandava comida”, afirma o ex-mascate.

—O cearense do Cariri Miguel Arraes de Alencar, nascido em dezembro de 1917, na cidade do Araripe, governador de Pernambuco por três mandatos, guarda também lembranças do do Crato, onde morou sua família. “A seca braba de 32 é muito forte em minha memória. Um dia, quando ia estudar, me deparei com três homens presos. Eram flagelados do curral da concentração. Foram presos como desordeiros, só porque ficaram revoltados com as injustiças na distribuição de comida por lá”, afirmou Arraes em conversa com este repórter, em 2002. “É uma lembrança que guardo para sempre, as histórias vindas de lá eram um horror danado.”

—Pelo campo de concentração do Crato passaram cerca de 65 mil pessoas durante aquela estiagem. Ali, o governo prometia comida, água, assistência médica e oferta de trabalho. Pouco disso, no entanto, acontecia.

—Não havia água tratada, nem comida para todos e muita gente morria de fome ou doença e era sepultada ali mesmo. O campo se tornou um foco de tudo o que é infecção. Em alguns dias, o número de mortes de famintos alcançava a marca de milhares. Há registros de pelos menos outros cinco currais no estado do Ceará, localizados em Quixeramobim, Senador Pompeu, Cariús, Ipu, Quixadá e o último nos arredores de Fortaleza, como derradeira tentativa de evitar que os famintos convivessem com a população da capital.
"Eram locais para onde grande parte dos retirantes foi recolhida a fim de receber do governo comida e assistência médica. ― Dali não podiam sair sem autorização dos policiais inspetores do campo. Havia guardas vigiando constantemente o movimento dos concentrados. Ali ficavam retidos milhares de retirantes a morrer de fome e doenças’’, diz a historiadora Kênia Rios, da PUC-SP.

—As estatísticas oficiais, que não conseguiam abarcar todos os alistados nos “currais”, dão conta de 73918 “molambudos” nas seis áreas de confinamento – 6507 em Ipu; 1 800 em Fortaleza; 4 542 em Quixeramobim; 16 221 em Senador Pompeu; 28648 em Cariús e 16200 no Crato, conforme uma das melhores fontes sobre o assunto, o livro Campos de Concentração no Ceará – Isolamento e Poder na Seca de 1932, de Kênia Rios.

—Um sobrevivente da segregação é Antonio Siqueira da Silva, de 90 anos, que tinha 18 anos quando foi “jogado” com a família – pai, mãe e mais 12 irmãos – no “curral dos flagelados” do Crato. A família havia mudado do município de Quebrangulo, terra do escritor Graciliano Ramos, para Juazeiro do Norte, cidade hoje emendada ao Crato, em 1930. “A gente veio por causa dos milagres do meu padim Ciço. Só se falava nas obras do ‘meu padim’ por esse mundão todo afora.

—Ai meu pai pegou a penca de menino botou em cima dos burros, e chegamos aqui em Juazeiro, Seguidor do padre Cícero, Lourenço (1872-1946), pois lá nas Alagoas não tinha mais como viver que preste”, diz Silva, em depoimento para o projeto Nova Geografia da Fome, do Centro Cultural Banco do Nordeste. “Chegando aqui o meu padim nos botou lá no sítio do beato Zé Lourenço, onde tinha muita fartura. O mundo todo sem nada para comer e o beato lá dando de comer a todo mundo, até irrigação já tinha.”

—Conhecida como o Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, a comunidade foi destruída e bombardeada – a primeira vez que as Forças Armadas usaram aviões para um massacre no Brasil – em 1937, por ordem do ministro da Guerra Eurico Gaspar Dutra, durante o governo de Getúlio Vargas.

—O poder central, insuflado pelas autoridades cearenses, temia que o beato pudesse transformar o seu vilarejo em mais um Canudos, episódio que ainda assombrava os militares e a “nobre” elite cearense.
A nossa história que ainda são desconhecidas para a maioria da população.
E por causa dela, muito sofrimento já aconteceu.

• Lembranças do cárcere
Arco Íris no sertão nordestino trazendo luz às vítimas dos flagelos
. Em Senador Pompeu, esta triste memória permanece viva graças ao misticismo das pessoas que acreditam que as almas sofridas, enterradas no improvidado "cemitério da barragem" atendem a pedidos e fazem milagres.

A história da dona Ló! Ela mora em uma casa sem luz elétrica e vive de favor dos amigos.

Dona Luíza lembra aqueles tempos: “O governo prometia assistência, mas os flagelados dormiam ao relento” rodeados pelos urubus . O cemitério está preservado como antigamente e, no Dia de Finados, recebe todos os anos uma procissão em memória daqueles que ali padeceram.

“O sofrimento era muito grande”, recorda-se Luíza Lo, 92 anos, uma das poucas sobreviventes desse drama que marcou a cidade.Na época, cerca de 3 mil sertanejos chegaram de várias partes do Nordeste e ocuparam uma vila operária erguida pelos ingleses, que construíram o açude municipal. “Durante semanas, caminhamos 16 léguas (105 km) no sol quente até chegar aqui”, conta Luíza.

—O governo prometia assistência, mas os flagelados dormiam no chão ao relento. Vestiam sacos de estopa e tinham os cabelos raspados. De alimento, recebiam a pior parte. “Muitas vezes, era um ensopado só de osso, além de um mingau que parecia uma goma”, lembra a sobrevivente.

—Alimentos e doações chegavam das grandes cidades pela linha férrea. “Os chefes e os guardas ficavam com a melhor parte”, diz Luíza. Ela conta que era difícil dormir à noite com o choro sofrido das famílias: “Era um barulho pior do mundo”. Muitas pessoas morriam de fome e cólera e eram enterradas em valas comuns.

Açude do Patu resistem em meio à paisagem árida

A história das secas que castigam [.] a população do Nordeste desde pelo menos 1877, deixou um rastro de tragédias e mortes assombroso.

—Nunca foi feito um levantamento a respeito dos números de nordestinos que perderam as vidas por causa da fome nestes períodos.

—Os levantamentos parciais, no entanto, são assustadores. Somente entre 1877 e 1913, portanto ainda sem os números da seca de 1915, o governo federal, por intermédio do IOCS estimava que 2 milhões de pessoas haviam morrido em conseqüência da miséria nas estiagens. Pouco mais de 100 anos depois, a equipe do livro Genocídio do Nordeste (organizado pela Comissão Pastoral da Terra e o Ibase, entre outras organizações) repetiu o desafio de contar as vítimas da seca e chegou ao número de 3,5 milhões de mortos somente no período entre os anos de 1979 e 1984.


Um mar de água doce sob a terra seca do Nordeste Pernambucano!
Só o Piauí abriga um volume de águas subterrâneas quatro vezes maior que a Baía de Guanabara.Mas os projetos para aproveitá-las estão engavetados

"Nos últimos vinte anos, o geólogo João Alberto Bottura, pesquisador da seção de Águas Subterrâneas do Instituto de Pesquisas Tecnológicas paulista, trabalhou em cerca de vinte projetos de estudos de águas subterrâneas hídricos disponíveis”, afirma Bottura. “O que falta é a decisão política de aproveitá-los".

A certeza de que não falta água no Nordeste não é nova.


—Em 1984, o Projeto Radam, do Ministério das Minas e Energia, constatava através de sensoreamento remoto a existência de um potencial de 220 bilhões de metros cúbicos de água nas áreas mais afetadas pelas secas.

—Desse total, 85 bilhões de metros cúbicos estavam na super-fície da terra e 135 bilhões subterrâneas, sendo 15 bilhões em rochas cristalinas.

Pelas maldades já praticadas, levo a pensar que esta classe dominante está utilizando à água das regiões Sul do Brasil, para na falta d’água colocar-nos também em campos de concentração para não alcançarmos o nordeste pernambucano em busca da água doce; - deixando-nos morrer junto aos urubus perfil característico deste povo que é perverso.

Enfim, de onde veio, surgiu, apareceu... esta “elite” que expropriou o Nordeste de forma tão perversa, comprometendo a República, a Nação, e a Soberania Brasileira?

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Tags: Brasil., CamposdeConcentraçãonoNordeste, Ceará, ClassesDominantes., Genocídio, Nordestinos, Oligarquia

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Comentário de Márcia Zaros em 29 julho 2010 às 9:32
Não creio que seja por vergonha. Quem tem coragem de fazer isso não tem pudor algum. Também não é por medo de abalar a fé dos nordestinos(católicos enfraquecidos) que já estão a serem reanimados no "evangelismo". O grande medo vem da elite que ainda hoje está no poder do nosso país. Se todo esse passado for investigado então a elite que se propagandeia coitadinha e perseguida pelo mundo, vai ter de deixar essa posição de vítima e ter de assumir sua posição de vilã e pagr indenizações, e quem sabe ser forçada a financiar um museu do holocausto nordestido ao lado do deles(que já foi inaugurado lá mesmo, tamanha é a cara de pau desses "eleitos por deus". E aí que se vê a enorme farsa que se montou(enchendo nossos livros de escola com mentiras) e o grande esquema de proteção em volta disso tudo. Quem publicar essas investigações deve esperar ser desmoralizado e perseguido, e ter um passaporte para deixar o país, já que não haverá por trás dele nenhuma entidade organizada para defendê-lo. Brasil país de maioria ignorante, e minoria intelectual covarde, soberba e egocêntrica. Infelizmente é isso que eu tenho visto muito. E não digo isso sem pesar. Isso me custa muito, mas não posso ser hipócrita, e botar uma venda nos olhos. Não consigo.
Comentário de Ivo S. G. Reis em 28 julho 2010 às 22:04
Este vergonhoso episódio da história nacional precisa ser recontado e resgatado, com as verdades que foram omitidas. Eu também me pergunto: Porque ainda não fizeram isso? Que interesses existem em esconder os fatos? Vergonha de admitir isso perante a opinião pública mundial? De mostrar as faces do coronelismo? De abalar a fé dos nordestinos? De admitir que no Brasil também se praticaram atrocidades que ficaram impunes? De pensar que alguém possa pensar que isso ainda existe nos dias atuais?

Ninguém sabe, senão os "donos do poder".
Comentário de Márcia Zaros em 25 julho 2010 às 13:56
Incrível, parece que para ser um político importante no Brasil é preciso se conveter ao judaismo...Por que será heim?
Um amigo político (já falecido) um dia me falou: "No Brasil você precisa ser católico no showmício e judeu nos bastidores". Naquela época eu não sabia tudo o que sei hoje, por isso não entendi muito bem. Mas hoje eu sei o que ele quis dizer exatamente e foi isso: Para ganhar o voto do povo você precisa dizer que é católico(óbvio)pois era a maioria do eleitorado, e para ganhar o dinherio das campanhas você precisa ir na sinagoga e usar a kipá(se converter) porque é a elite judaica quem financia os partidos e o Estado. E eu como atéia antiteísta já cheguei a acreditar piamente no teatro do bode espiatório de tudo isso "a influência do Vaticano"(financiado também por eles?) dái as parcerias em seus "negócios". Marilda, isso vai explicar o "padim" vai explicar o padre Antônio Vieira...Marilda o norte e nordeste do Brasil é uma "Caixa de Pandora". Aliás o titulo do meu livro que estou a escrever.
Comentário de Marilda Oliveira em 25 julho 2010 às 1:39
Não consigo entender porque omitiram, esconderam, o Holocausto Nordestino e seus campos de concentração.

Porque até nossos dias, nada foi divulgado oficialmente sobre os genocídios no Nordeste do Brasil e nada foi divulgado sobre os campos de confinamento do Holocausto do Nordeste?

Porque não construiram no Brasil o Museu aos flagelados do Holocausto Nordestino, como construiram em Israel o Museu aos flagelados do Holocausto do regime nazista?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou, um dos locais considerados mais importantes para os judeus em Israel: o Museu do Holocausto.


O centro, erguido na capital israelense, Jerusalém, é uma homenagem a vítimas do regime nazista, responsável pela morte de seis milhões de pessoas.

"Eu acredito que a visita ao Museu do Holocausto deveria ser quase obrigatória a todo ser humano que quer governar uma nação", disse Lula. "A humanidade deve repetir todos os dias, quantas vezes for necessário, ''nunca mais'', ''nunca mais'', ''nunca mais''", ressaltou, de acordo com a agência BBC Brasil.

Nós brasileiros concordamos... "nunca mais"", "nunca mais"", portanto o Holocausto Nordestino iniciando en Canudos, Caldeirão e Campos de Concentração aonde morreram milhões de nordestinos, não ganhou um museu para referenciar os flagelados, vitimados pelos perversos; - Porque?
Comentário de Márcia Zaros em 20 julho 2010 às 21:23
Quando a vanglória e a megalomania traem o teatro da patifaria

Marilda veja um site interessante onde os "próprios" se entregam. No artigo que eles mesmos intitulam na maior cara de pau: Do êxodo ao Êxito. Êxodo que eu entendo como imperialismo ou colonização predatória, muito bem planejada. Veja que neste artigo eles declaram que no nordeste brasileiro Israel(o Estado paralelo) construiu uma rede de mercados. Observe como eles entregam a participação da coroa Inglesa(família real que também é judaico sionista obviamente, pois é esta a financiar Israel e o exécsito dos EUA na palestina). Vai ver o Brasil teve sempre uma rainha ocultada né, ou a rainha das sombras elisabetanas.

Um trecho do artigo deles:
“O tráfico de escravos, estritamente ligado à cultivação da cana-de-açúcar e ao seu fabrico, será de facto uma das razões pelas quais os Judeus eram bem-vindos ou tolerados no seio da colônia holandesa: dada a sua riqueza, o povo de Israel podia permitir-se de vender escravos africanos a crédito aos outros colonos.”

Lembrando também que a Compahia das Índias, que vendia e financiava escravos era uma empresa britânica da elite de judeus sionistas londrinos elizabetanos.

Veja como eles se entregam quando declaram-se “povo de Israel” mesmo enquanto vivendo e enriquecendo(pilhando) em outras nações. Depois se dizem coitadinhos e perseguidos por discriminação. Não seriam eles os discriminadores? Veja que neste artigo eles se dizem povo de Israel mesmo tendo nascido em solo brasileiro, português, holandes, etc. Depois os gentios das outras nações é que são xenofóbicos? Judeu não é povo nem nação .Judaísmo é uma religião, ainda que fundamentalista e sectária, mas eles se organizam e se comportam como nação, uma nação dentro de outra nação ou seja um Estado paralelo onde quer que vão. E como você já sabe e divulga lembremos do lastro de devastação e miséria, que curiosamente se instala onde eles exploram, lembremos não só do nosso nordeste, mas da África, Somália, América central, etc.
Marilda, tem tanto material para investigação e tanta pista concentrada neste artigo que eu achei por parte deles um verdadeiro tiro do dedão do próprio pé. Daí veio o título lá em cima que dei a esse comentário.
O artigo no site: http://www.triplov.com/cictsul/exodus.html
Comentário de Marilda Oliveira em 20 julho 2010 às 10:50
Prezada e Respeitada Márcia Zaros grata pelas suas colocações tão precisas e sábias que me leva a aprender outras fases da história. Gostaria de colocar pelo que lí da família Albanaz que o bahiano Mangabeira Unger o ex-ministro da polêmica MP 458 expropriação do Amazonas, é um dos descendentes desta família Albanaz ou Albanas e o Brasil sabe que a intenção do Mangabeira Unger é destronar de vez a Soberania Brasileira, expropriando o seu Patrimônio.
Abraços Fraternos,
Marilda Oliveira
Comentário de Márcia Zaros em 20 julho 2010 às 10:48
Ivo, apesar da Marilda permitir você não liberou o e-mail dela. Não consta nada em minha caixa de entrada nos irreligiosos. Tudo bem. Eu entendo o motivo, seja lá qual for.
Bom, o que falo agora não é "profecia" é a lei de mercado capitalista predatório: logo todo o acesso para consulta na net será gratuito(fim da net paga porque o mundo novo da nova ordem é o virutal e para o bem do grande negócio(matrix) todos tem de ter acesso a ele) mas para login, para a inserção de material nela não será mais nada grátis, além das redes, os blogs grátis também findarão, comunidades, inclusive o correio eletrônico grátis também findarão(fim das amostras grátis), e só quem tem muita grana vai poder pagar a taxa de correiro eletrônico e fazer login para a inserção de dados em sites ou blogs, e redes. E como não tenho rabo preso com ninguém, nenhuma instituição financia minhas investigações e denúcias e como também não tenho a intenção de ganhar dinheiro com royalts nem medo de receber e-mails imbessis(esses é só deletar e pronto). Até porque quem eu realmente devo temer com certeza já rastreou meu IP.(o "olho" que tudo vê tem um departamento só para rastrear em todos os países blogs, redes e sites que denuciam o que eles querem esconder seja lá de que área for). Mas com o fim da inserção grátis e o controle dos conteúdos eles se livrarão de muitos de nós(salvo quem souber das táticas dos rachers). E como eu não sei é bom eu começar a treinar pombos. rs,rs,rs,rs..
Marilda, vou disponibilizar meu e-mail em um dos meus blogs(aquele que você postou um comentário). Me manda um com o seu.
Comentário de Márcia Zaros em 20 julho 2010 às 9:54
Pois, é. Mais uma "grande obra dos cristãos-novos=judeus velhos. São os "frutos" dos coronéis sionistas do Brasil. São membros da poderosa elite(corja) de sefarditas("donos"(usurpadores) do Brasil) Acciaiola de Florença(da comunidade de judeus europeus) que se ocultaram no nordeste como Accioli ou Accioly que tanto papagueiam como os seus "irmãos" sobre o grande "holocausto" judeu. E eu pergunto porque eles escondem o Holocausto Nordestino Brasileiro causado pela essa mesma elite judaica? Cadê o museu desse holocausto? Se como eles mesmos propagandeiam estarem aqui desde a "colonização" (predatória) do Brasil, então eu pergunto: Como é que o povo foi tratado por essa elite? Como está hoje os lugares que eles mais exploraram? Pra bom entendedor meio Talmud basta.

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